Geraldo Rufino ensina a ter coragem na trajetória de empreendedor

Para quem busca sua independência na carreira e montar o próprio negócio, Geraldo Rufino pode ser o seu melhor mentor on line. Toda segunda-feira, Geraldo Rufino usa suas redes sociais para fazer o “Segundou”, uma série de vídeos motivacionais para aqueles que se aventuram no empreendedorismo.

Geraldo Rufino é o cara. Nascido muito pobre no interior de Minas Gerais, ele conquistou um espaço de destaque no meio empresarial paulista. Mas não foi tudo às Mil Maravilhas. Geraldo cona que quebrou seis vezes até chegar ao sucesso que é hoje.

Perdeu uma lata de leite cheia de trocados quando tinha menos de dez anos de idade. E também perdeu coisa de 15 milhões de reais nos anos 2000.

Esses tombos e a as experiências de cair e levantar que Geraldo Rufino leva nos seus vídeos. São legais, sinceros, divertidos e motivadores.

A história de Rufino é fantástica. Aqui um pouquinho delal

Saiu de Minas Gerais para a capital paulista. O pai havia perdido tudo na pequena plantação de café. Depois de duas geadas, os pais de Geraldo Rufino decidiram rumar para São Paulo. Desembarcaram na Estação da Luz e se estabeleceram em uma favela.

Aos sete anos perdeu a mãe. O pai gostava da instituição casamento. Após ficar viúvo, casou mais dez vezes. Geraldo Rufino diz que não sabe quantos irmãos por parte de pai tem. Por parte de mãe são cinco irmãs e dois irmãos. Geraldo é o caçula.

“Sempre fui rico, só faltava o dinheiro”, dia Rufino, fazendo uma referência aos ensinamentos da mãe. A mulher simples, sem estudo formal, sedimentou na cabeça do pequeno Geraldo valores que ele levou para toda a vida. “A gratidão por se quem eu sou, talvez tenha sido o principal deles”, lembra o empresário.

Ainda menino, trabalhou como catador de latinha, vendia frutas na feira, se virava. Tudo antes dos 16 anos, quando tornou-se office-boy do Playcenter.

Trabalhou bastante, além do que lhe era exigido. Ao mesmo tempo em que estava no Playcenter, já empreendia com serviços de frete com seus irmãos.

Depois do Playcenter aventurou-se a vender caminhões até que um revés na estratégia da montadora fez o plano ir por água abaixo. A montadora resolveu sair do mercado brasileiro.

Nos anos noventa, resolveu organizar o mercado de desmanche de caminhões. Comprava os caminhões usados dos frotistas, desmontava e vendia as peças. Hoje a JR Diesel é uma das maiores recicladoras de peças de caminhões do mundo. Atende frotistas e seguradoras, além de abastecer um enorme mercado de peças usadas de reposição.

Com a empresa nos eixos, nos últimos dez anos se dedica ao incentivo ao empreendedorismo. Já fez mais de 350 palestras em todo o Brasil e escreveu dois livros de sucesso. Nos livros, Rufino fala do poder da positividade e da sua história.

O empresário também é uma figurinha carimbada nas redes sociais. Toda segunda-feira faz vídeos incentivando as pessoas a empreenderem. Mesmo que não quer ser dono do próprio negócio vê em Geraldo Rufino um mentor para melhorar de carreira. “As pessoas podem empreender sendo empregadas, dando o seu melhor, sendo íntegras e proativas”, diz o empresário. “Isso vai fazer a diferença na vida delas”.

Vale a pena seguir Geraldo Rufino nas redes sociais. Ele é um cara inspirador e tem dado toques muito importantes para quem está começando uma carreira de empreendedor. Dicas como manter-se firme, mesmo com todas as adversidades (sim, é difícil), aprender a lidar com o fracasso, não ter medo de fazer as coisas, ou fazer com medo mesmo, são alguns dos pontos tratados pelo empresário nos seus vídeos de toda segunda-feira. (Miguelito Medeiros, consultor de Marketing, Comunicação & Política)

Open Banking vai ajudar na educação financeira

Aos poucos, os clientes dos bancos vão se acostumando com o Open Banking, que é o sistema de compartilhamento de dados dos clientes entre as instituições bancárias. Desde o início do ano, os bancos e financeiras autorizadas pelo Banco Central são obrigadas a oferecer a plataforma que vai tornar possível o “passeio” das informações bancárias dos clientes.

Este “passeio”, ou o compartilhamento das informações bancárias só será feito a partir de uma autorização dos clientes. O sistema do Open Banking brasileiro é inspirado no sistema inglês, que começou a ser implantado em 2018. No Brasil, o sistema está funcionando, por etapas, desde o início deste ano. Toda a funcionalidade da plataforma estará disponível até dezembro.

Preocupações

Sim, elas podem surgir para os clientes. Para quem tem bons relacionamentos com os bancos, o Open Banking pode ser uma coisa boa. Especialmente com taxas diferenciadas, mais baixas, para quem paga suas contas em dia, não extrapola os limites de crédito e mantém uma regularidade nas operações.

Já para quem não paga as contas em dia, recebe muitas ligações de cobranças de bancos, o Open Banking pode vir a ser um problema. Todas as informações, aos poucos, serão compartilhadas entre os bancos. Aí fica ruim para que precisa de crédito. Os encargos, juros e taxas irão às alturas. Mais do que hoje.

Apesar destas preocupações, o Open Banking é bom. Para quem tem algum problema financeiro, mesmo que não esteja em situação de “nome sujo” em listas de proteção do crédito, é uma boa oportunidade.

Oportunidade de se educar financeiramente e tentar, de várias formas, colocar as contas em dia e ficar mais seguro para enfrentar as surpresas financeiras do cotidiano. (Miguelito Medeiros, consultor de marketing)

Luciano Hang é show

O dono das Lojas Havan é um show. E é uma bela figura para ser imitada por muitos empreendedores que buscam fazer sua marca aparecer. Luciano Hang está prestes a inaugurar sua loja em Porto Alegre. A estátua da Liberdade, que ele usa na frente das suas principais lojas pelo Brasil, já está na capital dos gaúchos. Por mais de dez anos, a instalação de lojas Havan no Rio Grande do Sul havia sido postergada por diversos ruídos na comunicação entre a empresa e os órgãos que regulam as grandes obras no estado. De uns quatro anos para cá houve o entendimento e Luciano Hang já tem lojas nas principais cidades gaúchas.

Luciano Hang é um ótimo marqueteiro. Faz propaganda de seu negócio o tempo inteiro e das formas mais incríveis. Desce de helicóptero – da frota própria Havan – nos estacionamentos das lojas que vão ser inauguradas. Faz verdadeiros comícios com os funcionários recém-contratados para as novas lojas. Tudo com muita emoção, música alta, balões e papel picado. E não economiza em vídeos nas redes sociais enaltecendo cada vendedor e cada linha de produto vendida nas unidades da Havan. Desde colheirinhas de chá até televisores, geladeiras e ferramentas. Claro, passando pelo variado bazar e pelas roupas da marca própria Hot Dog.

No mercado, estima-se que a Havan invista de R$ 60 milhões a R$ 100 milhões por ano em publicidade em diferentes canais. Além do investimento em TV, rádio, jornal e internet, Luciano Hang investe nele próprio. Ele dá entrevistas para diferentes emissoras de rádio Brasil a fora. Envolve-se em polêmicas políticas e não passa uma semana sem ser notícia em pelo menos algum lugar do país.

No Rio Grande do Sul, a Havan já tem doze lojas. Todas elas foram inauguradas com pompa e circunstância.

Luciano Hang é um caso para ser imitado por outros empreendedores. Ele faz muita propaganda de si mesmo, de suas lojas, de seus funcionários, de sua frota de helicópteros e de seus clientes. Ele é um show. Por isso é um exemplo no mundo dos negócios. (Miguelito Medeiros, consultor de marketing)

Não é sobre escolher vacina. É sobre gostar da marca

A cena é corriqueira. A pessoa fica horas na fila do posto de saúde, na UBS ou no drive-thru da vacina. Chega perto e pergunta de qual é o fabricante que é oferecido. Se não for da Johnson ou da Pfizer, muita gente dá a volta. As duas outras vacinas que estão sendo inoculadas nas pessoas contra a Covid19 são de fabricantes desconhecidos dos brasileiros. Coronavac, da China, e AstraZeneca, uma companhia anglo-sueca. As duas últimas, completas desconhecidas por aqui.

O que se vê, antes que se caia em um debate ideológico sobre a origem desta ou daquela vacina, é que as pessoas – em geral – dão muita bola para as marcas. As pessoas valorizam as marcas com as quais já estão acostumadas. Quando ocorre a escolha da vacina – e as pessoas podem, sim, escolher o que colocam dentro do corpo – é uma volta no tempo e uma consulta rápida ao arquivo de tudo de bom que a marca já trouxe para a vida da pessoa.

A Johnson & Johnson é dona da vacina da Janssen. A J&J acompanha as crianças desde cedo, pois ela fabrica o óleo, o xampu (o olho não arde), o bandeide, a Hipoglós. A J&J também é dona do Listerine, do OB, do Sundown e do Tylenol. A empresa tem 140 anos.

A Johnson & Jonhson faz um monte de coisa boa. Logo, sua vacina também deve ser boa.

Há vinte anos, a Pfizer produz o Viagra, um remédio para impotência sexual masculina. O produto fez uma verdadeira revolução nos costumes aumentando a “vida útil” das funcionalidades do homem.

Claro, a Pfizer não nasceu com o Viagra. Ela existe há quase dois séculos e está presente no Brasil há 70 anos. Ela produz mais 100 tipos de medicamentos para vários tipos de doenças.

Pfizer e Johnson. Duas marcas importantes que fornecem vacinas contra uma doença mortal e assustadora.

As outras duas vacinas oferecidas no Brasil são de laboratórios cujas marcas são desconhecidas. O nome Coronavac, da China, começou a ser ouvido no final do ano passado. AstraZeneca, uma companhia meio sueca, meio inglesa, também. Ambas desconhecidas do cotidiano do brasileiro comum.

O brasileiro comum conhece a Johnson e a Pfizer.

Por isso ele escolhe a vacina. Pela marca.

Ah… a vacina não é de graça, apesar de ninguém pagar nada por ela na hora da aplicação. Ela custa algo em torno de R$ 60,00 a dose. Some-se isto toda a infraestrutura e a logística para fazer chegar até o braço do brasileiro. Ela custa muito dos impostos que são pagos por cada um dos consumidores do país. (Miguelito Medeiros, consultor de marketing, comunicação e política)

Longa vida aos materiais impressos

Apesar de tudo o que se fala sobre o poder da informação digital, aquela que está disponível na palma da mão pelas redes sociais, a impressão das ideias em papel ainda tem muita vida pela frente.

“O impresso vai deixar de existir”, dizem alguns especialistas em comunicação. Frase ouvida especialmente quando relacionada a algum anúncio de fechamento de jornal ou revista.

Ao mesmo tempo, com a chamada “infodemia”, a overdose de informações que chegam pela internet, os editoriais impressos ganham importância. Não, eles não serão mais baratos ou até mesmo começam a ter novas formas de serem financiados.

O certo é que os materiais impressos, como jornais, revistas, periódicos, ou mesmo os catálogos, fôlderes e publicações de empresas ou de entidades vão continuar existindo. E, alguns, voltando após uma parada “estratégica” – geralmente resultado de alguma ação de redirecionamento das verbas de marketing – de uma forma mais modernizada.

Materiais impressos são perfeitos para quem quer se diferenciar o mar de informação digital. A comunicação em papel passa a ter um novo formato e uma nova importância para comunicar as ideias.

Ela vai direto em quem decide.

E esta situação, onde aumenta o interesse de empresas de todos os tamanhos de fixarem sua marca em papel impresso, tem animado a indústria gráfica brasileira. A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) é bastante otimista em seus relatórios, pesquisas e matérias produzidos nos últimos doze meses.

Mesmo com o contexto da pandemia do Covid19, o setor gráfico brasileiro espera uma retomada grande do seu faturamento em 2021.

O líder da Abigraf justifica o clima de otimismo com as reformas políticas que o Congresso Nacional deve promover neste 2021. Levi Ceregato acredita que a indústria gráfica conseguiu se modernizar e se reposicionar para atender aos clientes, mesmo no contexto da feroz concorrência com a internet.

“Estamos preparados para crescer e temos criatividade e poder de inovação para isso”, diz o líder da indústria gráfica brasileira. Ceregato ainda chama a atenção para o fato de que 68% das empresas do setor tinham, na virada de 20 para 21, algum tipo de ociosidade em suas áreas de produção.

Na circulação de jornais impressos diários, também há um cenário interessante. Há três anos vem se registrando uma estabilização na queda das tiragens médias de vários periódicos brasileiros.

Sim. Houve um movimento de fechamento de dezenas de revistas e jornais importantes. Alguns foram para a internet. Outros deixaram de existir mesmo. Simples assim.

Os jornais que ficaram ainda mantêm tiragens importantes e se mantêm como fontes de informação para os formadores de opinião. Empresários, políticos, funcionários públicos graduados e professores ainda gostam de ler e manusear jornais e revistas. Os números variam muito, com muitas empresas misturando os números das assinaturas eletrônicas com as assinaturas impressas. Por isso é preferível não colocar aqui os volumes das médias diárias.

Interessante resposta do presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Marcelo Rech, a uma pergunta da jornalista Bárbara Sacchitielo, de Meio & Mensagem (confira aqui).

As versões impressas seguirão existindo enquanto houver leitores dispostos a pagar pela conveniência e sensações proporcionadas pelas assinaturas e exemplares em papel. Embora cada jornal defina sua própria estratégia, de acordo com o ecossistema social, cultural e econômico a que se dirige, a tendência é o uso conjugado de diferentes plataformas e linguagens para se alcançar e engajar o maior número de leitores. A complementaridade é a palavra de ordem que veio para ficar, e se define pela combinação de conteúdos e diferentes formas de distribuição sob uma mesma marca. Até porque lidam com a disrupção desde os primórdios da revolução digital, jornais estão na vanguarda do domínio e aplicação dos conceitos de conteúdos e linguagens complementares. Estimular a migração digital pode ser positivo para um jornal, mas não para outro. A fórmula tem de ser definida de acordo com cada timing e características de mercado.

O importante é saber que, depois de uma queda brutal a partir de 2014, as médias diárias dos principais jornais brasileiros – em suas versões impressas – têm se mantido estáveis desde 2019. Aliás, 2019 foi um ano onde a média de queda da impressão dos dez maiores jornais brasileiros chegou a 29%. Depois veio a estabilidade.

Ideias colocadas no papel são bem recebidas pelo público. Ainda mais no momento em que há uma enxurrada de informações pela internet. Entrando pelos computadores e pelos telefones celulares.

O material impresso é portátil e tangível. Fica à disposição por mais tempo e não precisa de nenhum aparelho para ser lido e apreciados. E ainda pode estar pronto para ser lido depois de meses sobre um móvel nas residências e nos escritórios. (Miguelito Medeiros, consultor de marketing)

ESG. Você ainda vai se preocupar com essa sigla

ESG. Sigla para Environmental, Social and Governance. As três letras significam que as empresas precisam ter responsabilidades ambientais, sociais e de governança. Na área ambiental, é fundamental que haja equilíbrio e sustentabilidade com o ambiente natural onde ela esteja instalada. Na parte social, a esperança é que a companhia trabalhe com respeito às pessoas, com diversidade em todos os níveis e com bom relacionamento junto às comunidades. Na parte da governança, o cuidado com as boas práticas de gestão e respeito às leis são fundamentais para um bom relacionamento com os interessados na empresa. Desde acionistas até consumidores finais. Com boa governança, fazer relacionamento com os governos municipais, estaduais e nacional fica mais fácil e transparente.

O termo ESG surgiu pela primeira vez no segundo semestre de 2004, quando a Organização das Nações Unidas propôs a agenda da iniciativa Who Cares Win – Connecting Financial Markets to a Changing World. A iniciativa, traduzida mais ou menos como Quem se Importa Vence – Conectando mercados financeiros para a mudança no mundo, surgiu como uma atualização dos termos que trabalhavam as responsabilidades ambientais e sociais. Foram reunidas instituições financeiras de nove países. O Brasil foi representado pelo Banco do Brasil.

Nos últimos 17 anos, o termo foi sendo cada vez mais absorvido pelo ambiente corporativo em todos os principais mercados globais. As grandes empresas estão buscando se enquadrar nos conceitos, especialmente porque os mercados consumidores estão cada vez mais exigentes. E, cada vez mais, buscando comprar de quem cuida do social, do ambiental e da boa governança.

Para se manter no mercado, para vender mais e participar das cadeias globais de valor, dos mercados internacionais, as companhias vão precisar – de maneira crescente e contínua – se enquadrar no conceito ESG. Quem não fizer isso, vai ter muita dificuldade nos negócios. (Miguelito Medeiros)

Pandemia provoca revisão do conceito de “sede própria” para as empresas

Tem coisas que a pandemia trouxe e que vão ficar. Não são apenas tendência e já viraram realidade no mundo dos negócios e do empreendedorismo. Há uns cinco anos, era consenso de que ter o imóvel próprio para a empresa era sinal de prosperidade e até uma certa ostentação. Plaquinhas de “Sede Própria” ainda são vistas em muitas sedes. Quando maior e mais robusta a construção, melhor era a empresa.

E veio a pandemia do Covid-19 e com ela o trabalho remoto, o trabalho em casa, o home-office. O #ficaemcasa desocupou um universo incrível de imóveis comerciais e de serviços ao redor do mundo. Aqui no Brasil, todas as grandes cidades apresentam inúmeros imóveis destinados ao comércio e aos serviços completamente vazios. Muitos com variadas e desbotadas placas de vende-se ou aluga-se.

O vírus trouxe a realidade do trabalho remoto e a diminuição da necessidade de grandes estruturas físicas. Uma grande sede não é mais algo tão importante para boa parte das atividades econômicas.

Grandes escritórios já vinham se tornando coisa do passado, mas ainda resistiam bastante. Mas o contexto da pandemia foi a pá de cal para essa “necessidade”.

Agora, ainda que a Covid esteja ativa em todo mundo, muito empreendedor, dono de negócio, empresário, tem se dado conta de que o trabalho em casa pode ser bom para todos. E tem um fator importante depois que tudo estiver decantado no ambiente do #ficaemcasa: o custo com a manutenção de prédios. Sim. Grandes prédios geram custos que podem ser usados para o marketing e até para implementar a produção.

Algo que há até pouco tempo era tão importante, como ter um grande prédio como sede própria, agora pode um outro destino. O dinheiro investido no imobilizado e depois a despesa em mantê-lo bonito e funcional, agora sendo destinados para o core business. O foco do negócio. E tem muita gente que se ajustou a essa nova realidade e está se saindo muito bem.

No dia do Jornalista e da Saúde, Amrigs lança prêmio de Jornalismo

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) lançou nesta quarta-feira, dia 7 de abril, Dia do Jornalista e também o Dia da Saúde, a sua edição 2021 do Prêmio Amrigs de Jornalismo. O prêmio tem abrangência nacional e será entregue no final do mês de outubro, quando a associação completa 70 anos de fundação.

O Prêmio Amrigs de Jornalismo faz parte das comemorações dos 70 anos da Amrigs e dos 50 anos da Prova AMB/Amrigs.

Também foi lançado nesta quarta-feira o Prêmio Amrigs de Boas Práticas na Medicina, que vai reconhecer as grandes iniciativas para melhorar o atendimento de quem mais precisa do acesso à saúde.

Nota do Miguelito Medeiros

É com muita alegria que participo do lançamento do Prêmio Amrigs de Jornalismo neste Dia do Jornalista. É uma homenagem a este tipo especial de ser humano que busca contar a história dia após dia.

Gosto de poder ajudar a fazer ações que aproximem os jornalistas da sociedade. Foi assim lá em 2012, quando foi lançado o Prêmio Adpergs de Jornalismo – que está em sua 7ª. edição – junto com o René Klemm e a Patrícia Kettermann.

Agora, com a parceria da Luciana Corso, do Marcelo Matusiak, da Ana Carolina Lopes, do João Pedro Neto e do Rafael Nicacio de Azeredo, sob a liderança do Dr. Gerson Junqueira Jr., estamos revivendo o Prêmio da Amrigs. Já havia tido três edições há mais de dez anos e foi descontinuado. Agora estamos retomando, com muita força e abrangência.

Fazer um prêmio de jornalismo que dure, que seja perene, não é tarefa fácil. É preciso envolver muita gente, convencer, conectar, divulgar e dar importância.

O resultado, no entanto, é maravilhoso.

Jornalistas, participem do Prêmio Amrigs de Jornalismo 2021. Pauta sobre a saúde é o que não falta.

Vitória da sensatez

A segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) prestou um grande serviço à imagem da instituição neste final de semana. Um desembargador de plantão cassou a liminar, concedida na sexta-feira, que impunha um fechamento completo de toda atividade comercial no Rio Grande do Sul. Com o argumento de que fechando tudo o vírus Corona não circula e assim diminui o fator de internações, o juiz de primeira instância resolveu acatar o pedido de diversos sindicatos de esquerda que pediam o trancamento de toda atividade econômica.

Não dá para escrever este texto sem deixar de lado o viés do cuidado com a sua própria imagem que o Tribunal de Justiça gaúcho teve ao reformar a decisão do juiz esquerdista. A corte gaúcha remonta a 1874. É anterior à Abolição da Escravatura, à Proclamação da República e outros fatos históricos importantes.

Caso o Tribunal mantivesse a decisão de fechar todo o comércio, serviço e boa parte de tudo o que as cidades gaúchas fazem, o Tribunal estaria pondo em risco sua imagem secular. Durante a noite de sexta-feira e todo o sábado, logo depois da decisão do juiz, as redes sociais foram inundadas por ameaças de desobediência civil. Centenas de perfis exibiam as postagens nas linhas do tempo das redes sociais do juiz de claro engajamento esquerdista, colocando em xeque todo o teor de sua decisão.

O Tribunal de Justiça ouviu a voz das ruas, apesar de jamais admitir isso. Juízes mais experientes e magistrados trocaram informações durante o final de semana. Era evidente que a manutenção da decisão do fecha-tudo seria o estopim para o desmoronamento rápido de sua imagem.

No domingo à tarde, um desembargador de plantão cassou a liminar do juiz de primeiro grau. Claro, a preocupação com a imagem do tribunal estava latente. Era preciso cuidar “disso daí” com todo o ambiente de crítica que o Judiciário brasileiro, em todos os seus níveis, vem enfrentando.

Na sua decisão, o desembargador colou uma frase de Hely Lopes Meirelles, um dos principais autores do direito administrativo brasileiro clássico. Meirelles nasceu em 1917. Órfão de fazendeiro criado aos trancos e barrancos até ir para a faculdade. Como juiz, já na década de 1940, foi vítima de um atentado. Um fazendeiro, contrariado com a decretação de sua prisão, deu três tiros no então magistrado. Escapou vivo. Deixou uma obra que ajuda muitos juízes e desembargadores na hora da sentença sensata. (Na imagem deste artigo, a reprodução de uma entrevista de Meirelles em 1968; ele está à direita na imagem)

O trecho de Meirelles usado pelo desembargador gaúcho para cessar o fecha-tudo: “só o administrador, em contato com a realidade, está em condições de bem apreciar os motivos ocorrentes de oportunidade e conveniência na prática de certos atos, que seria impossível ao legislador, dispondo na regra jurídica – lei – de maneira geral e abstrata, prover com justiça e acerto. Só os órgãos executivos é que estão, em muitos casos, em condições de sentir e decidir administrativamente o que convém e o que não convém ao interesse coletivo”.

O Tribunal de Justiça mostrou que cuida de sua imagem.

Quase-acidente aéreo mexe com imagem de grande varejista

Na última semana um passeio de helicóptero pelo litoral catarinense quase transformou-se em uma dupla tragédia. O helicóptero poderia ter caído na água, ferindo gravemente seus ocupantes, e uma importante rede de varejo teria sua imagem seriamente arranhada.


O helicóptero de aluguel faz parte da frota de uma empresa de serviços de voos panorâmicos e pequenos deslocamentos na região de Balneário Camboriú.


Como fica estacionado, ou hangarado, em um heliponto das Lojas Havan, o avião de aluguel ostentava em suas laterais a logomarca da empresa de Luciano Hang.


No pouso, gravado por banhistas, o helicóptero tentou por duas vezes pousar em um trapiche de concreto. O lugar era mais estreito que os esquis de aterrissagem do aparelho. Na segunda tentativa, o piloto quase perde o controle do equipamento, com o rotor de cauda rodando a centímetros da água (onde havia gente na beira da praia).
O piloto desistiu da manobra e não pousou no pequeno píer.


Ningúem se feriu. Mas a Havan teve uns quatro dias de problemas em sua imagem corporativa. Ou até mais, pois os vídeos da barbeiragem continuam nas redes sociais.

No mesmo dia, a empresa varejista – que tem três helicópteros e um jato executivo em sua frota particular – apressou-se em dizer que o helicóptero da quase-tragédia não fazia parte do seu patrimônio.


A Havan trocava os serviços de hangaragem do helicóptero de aluguel por publicidade nas laterais do aparelho.

No dia do quase-acidente (que só foi conhecido por ter sido filmado e publicado nas redes sociais), para todo mundo que viu a cena, o fato era que um “helicóptero da Havan quase causa acidente”. Um horror para a imagem da empresa, que está prestes a abrir seu capital na Bolsa B3.

O que falhou?

Houve falha na gestão da imagem da Havan. Com certeza, não foi pensado que o uso da logomarca da empresa em um helicóptero de aluguel pudesse por em risco a imagem institucional da empresa.


E foi o que aconteceu. A princípio, inclusive no vídeo, um homem diz que “perdeu a aposta”. Pode ter sido uma aposta o pouso no pequeno trapiche.

Colocar a marca em coisas que podem dar algum tipo de problema precisa ser pensado pelo marketing de relacionamento da empresa. A decisão deve ser bem pensada e vários aspectos precisam ser avaliados. Inclusive, a qualidade da manutenção da aeronave, no caso em questão.


Às vezes, no entusiasmo de aparecer, o cuidado com a imagem deixa a desejar. É preciso, sempre, avaliar todos os cenários. Até mesmo o pior deles.