Quase-acidente aéreo mexe com imagem de grande varejista

Na última semana um passeio de helicóptero pelo litoral catarinense quase transformou-se em uma dupla tragédia. O helicóptero poderia ter caído na água, ferindo gravemente seus ocupantes, e uma importante rede de varejo teria sua imagem seriamente arranhada.


O helicóptero de aluguel faz parte da frota de uma empresa de serviços de voos panorâmicos e pequenos deslocamentos na região de Balneário Camboriú.


Como fica estacionado, ou hangarado, em um heliponto das Lojas Havan, o avião de aluguel ostentava em suas laterais a logomarca da empresa de Luciano Hang.


No pouso, gravado por banhistas, o helicóptero tentou por duas vezes pousar em um trapiche de concreto. O lugar era mais estreito que os esquis de aterrissagem do aparelho. Na segunda tentativa, o piloto quase perde o controle do equipamento, com o rotor de cauda rodando a centímetros da água (onde havia gente na beira da praia).
O piloto desistiu da manobra e não pousou no pequeno píer.


Ningúem se feriu. Mas a Havan teve uns quatro dias de problemas em sua imagem corporativa. Ou até mais, pois os vídeos da barbeiragem continuam nas redes sociais.

No mesmo dia, a empresa varejista – que tem três helicópteros e um jato executivo em sua frota particular – apressou-se em dizer que o helicóptero da quase-tragédia não fazia parte do seu patrimônio.


A Havan trocava os serviços de hangaragem do helicóptero de aluguel por publicidade nas laterais do aparelho.

No dia do quase-acidente (que só foi conhecido por ter sido filmado e publicado nas redes sociais), para todo mundo que viu a cena, o fato era que um “helicóptero da Havan quase causa acidente”. Um horror para a imagem da empresa, que está prestes a abrir seu capital na Bolsa B3.

O que falhou?

Houve falha na gestão da imagem da Havan. Com certeza, não foi pensado que o uso da logomarca da empresa em um helicóptero de aluguel pudesse por em risco a imagem institucional da empresa.


E foi o que aconteceu. A princípio, inclusive no vídeo, um homem diz que “perdeu a aposta”. Pode ter sido uma aposta o pouso no pequeno trapiche.

Colocar a marca em coisas que podem dar algum tipo de problema precisa ser pensado pelo marketing de relacionamento da empresa. A decisão deve ser bem pensada e vários aspectos precisam ser avaliados. Inclusive, a qualidade da manutenção da aeronave, no caso em questão.


Às vezes, no entusiasmo de aparecer, o cuidado com a imagem deixa a desejar. É preciso, sempre, avaliar todos os cenários. Até mesmo o pior deles.

Publicado por Miguelito Medeiros

Editor da Rivazto, consultor de Marketing, Comunicação & Política

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