Não é sobre escolher vacina. É sobre gostar da marca

A cena é corriqueira. A pessoa fica horas na fila do posto de saúde, na UBS ou no drive-thru da vacina. Chega perto e pergunta de qual é o fabricante que é oferecido. Se não for da Johnson ou da Pfizer, muita gente dá a volta. As duas outras vacinas que estão sendo inoculadas nas pessoas contra a Covid19 são de fabricantes desconhecidos dos brasileiros. Coronavac, da China, e AstraZeneca, uma companhia anglo-sueca. As duas últimas, completas desconhecidas por aqui.

O que se vê, antes que se caia em um debate ideológico sobre a origem desta ou daquela vacina, é que as pessoas – em geral – dão muita bola para as marcas. As pessoas valorizam as marcas com as quais já estão acostumadas. Quando ocorre a escolha da vacina – e as pessoas podem, sim, escolher o que colocam dentro do corpo – é uma volta no tempo e uma consulta rápida ao arquivo de tudo de bom que a marca já trouxe para a vida da pessoa.

A Johnson & Johnson é dona da vacina da Janssen. A J&J acompanha as crianças desde cedo, pois ela fabrica o óleo, o xampu (o olho não arde), o bandeide, a Hipoglós. A J&J também é dona do Listerine, do OB, do Sundown e do Tylenol. A empresa tem 140 anos.

A Johnson & Jonhson faz um monte de coisa boa. Logo, sua vacina também deve ser boa.

Há vinte anos, a Pfizer produz o Viagra, um remédio para impotência sexual masculina. O produto fez uma verdadeira revolução nos costumes aumentando a “vida útil” das funcionalidades do homem.

Claro, a Pfizer não nasceu com o Viagra. Ela existe há quase dois séculos e está presente no Brasil há 70 anos. Ela produz mais 100 tipos de medicamentos para vários tipos de doenças.

Pfizer e Johnson. Duas marcas importantes que fornecem vacinas contra uma doença mortal e assustadora.

As outras duas vacinas oferecidas no Brasil são de laboratórios cujas marcas são desconhecidas. O nome Coronavac, da China, começou a ser ouvido no final do ano passado. AstraZeneca, uma companhia meio sueca, meio inglesa, também. Ambas desconhecidas do cotidiano do brasileiro comum.

O brasileiro comum conhece a Johnson e a Pfizer.

Por isso ele escolhe a vacina. Pela marca.

Ah… a vacina não é de graça, apesar de ninguém pagar nada por ela na hora da aplicação. Ela custa algo em torno de R$ 60,00 a dose. Some-se isto toda a infraestrutura e a logística para fazer chegar até o braço do brasileiro. Ela custa muito dos impostos que são pagos por cada um dos consumidores do país. (Miguelito Medeiros, consultor de marketing, comunicação e política)

Publicado por Miguelito Medeiros

Editor da Rivazto, consultor de Marketing, Comunicação & Política

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: